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Blog do El Carmo


OFICIAL DE JUSTIÇA BACHAREL EM DIREITO

 

 

Lamentável o veto do presidente da República ao projeto de lei-107/2007 do deputado Cezar Silvestri (PPS-PR) que torna obrigatório o diploma de Bacharel em Direito para o exercício do cargo de oficial de justiça. Mais lamentável ainda é saber que o veto atendeu apenas um requesito formal e não de fundo ou conteúdo. Mais uma vez o Brasil se mostra formalista quando quer prejudicar uma determinada categoria profissional, entretanto, quando se quer beneficiar alguma categoria de interesses dos poderes públicos, se passa por cima de todo e qualquer empecilho formal. Não entendem eles, os donos do poder, que  este projeto só vem melhorar a qualidade dos serviços judiciários?  Resta agora aos oficiais de justiça  e toda a sociedade que anseia pela melhor prestação de serviços lutar para que o Senado derrube este veto absurdo e prevaleça a exigência do bacharelado em direito para o exercício do cargo de oficial de justiça. Cabe então a cada um de nós falar, telefonar, escrever, mandar e-mail ao deputado e senador amigos ou conhecidos para que derrubem este veto. VAMOS À LUTA.

 



Escrito por El Carmo às 10h39
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NOITE EM PARIS - CONTO - EL CARMO

                                   
Fazia um friozinho e chuviscava. Ele parara em frente ao Eléphant Blanc. Esperar. Logo estiará. Eram, talvez, duas horas, ou menos. Outras pessoas ali se encontravam. Esperavam silenciosas, a chuva passar. Um homem baixo, de careca luzidia, meio desdentado e de roupas modestas, parou em sua frente e de costas, coçando seus perigalhos, comentou sobre o tempo. Eterno tema das conversas dos que nada têm a dizer. Mecanicamente respondera àquele homem convicto, de que conversas passageiras não eram propícias para se iniciar uma amizade e isto era o que lhe interessava, pois sabia das dificuldades em se fazer amigos na França e mais ainda o quanto era difícil conservá-los. Como ser amigo de um clochard? De uma pessoa que não tinha morada e não se sabia onde procurá-la nas dificuldades? Não. Não era um clochard. Flanava, apenas, flanava. E se fosse, iria precisar de um clochard? Si.No. Não lhe interessavam suas porandubas, mas batera um papo. Era difícil encontrar alguém para papear. Sua vida transcorria em monólogos. Monólogos que saiam sem sons. Para que abrir a boca? Não havia ouvidos. aquele homem percebera o estrangeiro.Talvez, também ele, estrangeiro em sua terra. Não. Não era um árabe. Il n´etait pas un pied-noir.
Non, il n´etait pas un mexicain, non plus. Il s´agit d´un brésilien. Du Brésil. Le carnaval de Rio. Disse ser do sul e talvez entendesse um pouco de português porque sabia algumas palavras do provençal, la langue d´oc. Orgulho nos olhos ridentes. Alguma semelhança entre o português e o provençal? Existe ainda falantes desta língua? Dela sabia apenas que tal qual o francês o u se pronuncia abrindo-se a boca para dizer u e ao contrário dizer i, saindo um som semelhante ao ü alemão. Acabava de aprender que bouche se diz boca como em português, une boca, ou bouco, uno bouco; Que nuit se escreve nuet, noite, e se pronuncia nué; dia não é jour mas jorn e se pronuncia dzur, pois o j e g se pronunciam dz; Ch se diz ts; Paraxítonas las palabras finitas em un, a, e,o, as, es, os. Saberá que Frederico Mistral, escrevendo em provençau, tornou respeitada a língua occitana. Dias virão em que lerá Miréio: "Cante uno chato de Prouvènço./ Dins lis amour de sa jouvènço". "Canto uma jovem da Provença. E seu amor de juventude". E lerá um dia a súplica dirigida ao rei René em 1474: Tres soveyran et tres haut prince, A la vostra sacrada real majestat, humilment et devota si expausa..."


Uma rajada de vento e água. O velho recuou tocando-o. No sexo. Entendeu tudo. Não era isto que estava procurando. Tinha estado em alguns bares. D´Alliance Française, onde estudava e lavava pratos fora ao Trait-d´Union. O primeiro trago. Ponto de partida para a noite. O velho Daniel dansava a bandeja em suas mãos. Estivera na Buate Grise. ouvir cantar Pernambuco. A bossa Nova. Ensaiara cantar: "guarda a rosa que te dei... O pianista negro, como sempre, reclamava da falta de ritmo. Mas tinha a compreensão e o carinho de Pernambuco. Bebera, bebera e bebera. Não lhe olhavam as loiras nem as morenas. Em vão. Tímido para a abordagem. Sòzinho mais difícil a conquista. Não era um pédé. Não. Ele não dissera isto. Queria apenas sucer sa bite. Não. Alí na rua, descaradamente assim? Qu´il n´y avait personne. Tous sont rentrés. L´Elephant Blanc fazia congé, nesta noite. Seus fregueses foram beber em outra freguesia o grogue reconfortador. Não, definitivamente, não. Iria voltar a seu quarto. Seu runcó. Subiria os sete vãos de escada do 16 rue d´Assas. Dormindo estaria Madame Zurflux e seu fiel kiki. Dormindo estaria Mademoiselle Zurflux. E Concepción, a solícita ménagère. La concierge botaria os olhos para ver quem estava entrando. Nunca dormem as concierges. Poria um disco na vitrola. Aquela que lhe presenteara a namorada, dedicada esposa do italiano. Lembraria o dia em que a conhecera ao comprar-lhe amendoim na avenida Saint Michel. Est-ce-que vous jouez de la guitarre? Por acaso tocava, sim, violão. Claro, dar-lhe-ia aulas de violão. Talvez não tocasse tão bem, não fosse capaz de tocar-lhe o Concerto de Aranjuez. Ou Igualar Turíbio Santos num Estudo de Villa-Lobos. São Turibio, não o de Mongrovejo, apóstolo de Peru. O do violão, admirado e louvado em todo mundo. Saberia, planger as primeiras notas.

Sim, subiria ao seu quarto. Tomaria um copo de Porto. Esquentar o frio. Deitar-se-ia ouvindo tranquilamente Mozart. O Divertimento em ré maior, K334, do poeta que em l779, na velha Salzburg, num rasgo de inspiração, compôs para o deleite da posteridade. Era cedo. Ainda não passara o leiteiro. Dormiria um pouco e voltaria à rua. Buscar sua cota de leite na mercearia. Não. Não era um clope. Não era um ladrão. Mercúrio sabe disso. Fazia sua redistribuição da riqueza. Os francêses entregam o leite nas padarias e mercearias na madrugada. Como nas residências, deixavam os pacotes empilhados em frente à porta. Pegava sua parte todas noites. Era preciso comer. Em seu quarto lhe esperavam a baguete e a manteiga, esta, surripiada no marché à cotê. Não tremer como lhe dizia o amigo Luiz. Se tremer o francês vê, como quase viu no dia em que roubaram chocolate no mercado. Ou no dia em que te pegaram roubando um livro de Pierre George. A mão do segurança sobre teu ombro. Não. Não tinha esquecido nada. A prova do furto. O livro sob o capote. O caminho para delegacia. O caminho para seu quarto. Os gritos dos policiais. Polícia, igual em todo mundo. Como bem disse Maradona, imbecis, há em toda parte. Não mataram Sacco e Vanzetti? O medo da deportação. A volta, a vergonha, vencido. Por-lhe-iam num barco de terceira. A viagem, a náusea e a chegada. O vômito voando sobre si, caindo no mar profundo, pede vênia velha senhora. Me desculpe, lhe desculpa. Vomitar também vomita sobre o  azulmarchando Canal. Dom Quixote não mancha, de la Mancha. Que perguntas que tu fazes, que perguntas tu lhe fazes Paris? Saudades das luzes de Paris. O bulício de seus bares. Iniciação e sofrido aprendizado. O fumo, o vinho e a cerveja. Ah, a cerveja. Lhe fez lembrar  Chico de Anjo chegando do Paraná n´Aroeira. Desce mais uma cerveja, João. E tome-lhe cerveja quente, porque não existia geladeira. E as mulheres que nunca tinham provado uma cerveja. Virge que bicha marguenta. Parece mijo. Crendeuspade. Un demi. Un panaché. Diziam os franceses e saboreavam-na como um maná. As discussões. Cinema, teatro e literatura. E política e política e política. Daria tempo de avisar a Chantal? Darger-lhe-ia o violão e o berimbau. Um regalo. Devolveria a radiola a Louise. Que brigasse o italiano bigodudo quarantene. De bigode entendia desde os tempos do Vieira. Bigodinho, professor de matemática, não assustava ninguém. Só padre Hugo, com suas equações, infringia terror à turma apavorada. A máquina de escrever, deixaria para Novelli, se Alberto Sergio não a tivesse comprado. Que deixasse os pincéis por um momento. Escrever um poema. Os livros de política para o Ortega. Fazer a revolução na sua Nicarágua. Não esquecer. Poesia e teatro para o David, o neozelandês. Perdoá-lhe-ia por não lhe ter apresentado a petite allemande? Como foi infantil no dia em que comeram moules juntos e foram parar em Fontainebleau, ainda moles do vinho quando poderia simplesmente parar nacama com ela. La petite allemande. Não sabia de vero que David se referia a ela. Perdoá-lhe-ia o neozelandês? Também ele nada fizera. Ficou na garganta o desejo. Dupla timidez ou tripla. Nem ele, nem ela, nem eu. De cinema os livros para Iushiro. O zapon agradece. Sentia. Sentia muito. Quando iria rever seus amigos? Seu berimbau. Talvez o único existente em toda Paris. Quanto deve a seu berimbau. O toque n´A feijoada de Madame Faure e o toque em Brigitte Bardot. Brigitte Bardot, Bardot. Brigitte beijou, beijou. Lá dentro do cinema todo mundo se afobou. Seus passos, sua dança e sua amizade. Ensina-me dançar o samba, ouvi de sua voz. Je veux samba, Je veux samba, oui,oui,oui,oui,oui. Brigitte a bela marvada que despedaçava corações em todo o mundo. Bastava ver uma foto sua, um filme onde as linhas ondulantes se mostravam mais sinuosas qual um rio preguiçoso ondeando no vale sem fim.  Ele não sabia que um dia Brigitte iria lançar seus dardos contra imigrantes, negros, mestiços e mulçumanos. Que seu furor pela defesa dos animais era um disfarce para esconder sua xenofobia e seu desprezo pelo ser humano. Que um dia ela iria se preocupar mais pela sorte dos cachorros no Egito do que pela morte de pessoas na Palestina. Lembrou-se de seu berimbau, seu gunga. Como o amava e as cantigas ensinadas por seu mestre Canjiquinha. Esse Gunga é meu, eu não dou a ninguém. Esse gunga é meu. Foi meu Deus que me deu. Esse gunga é meu. Panha laranja no chão tico-tico. Adeus, adeus, boa viagem, eu vou m´bora, boa viagem. Seu berimbau, seus toques. São Bento Grande, São Bento Pequeno, Angola, Angolinha e Samango. Seu Berimbau, seu abre-te sésamo. Se ele estivesse ali. O delegado. O encanto da serpente. Os gritos dos policiais. Como pode? Um estudante de direito, ladrão, como pode? As lágrimas, não, de crocodilo, veramente lhe corriam. Não fora educado para o mundo, o mundo de aparências, mas d´essências. É muito mal, pois não aprendeu a regra do jogo, não ganhou régua e compasso. E sofre quando outros riem e gosam, gosam e riem.  Seu pleito primeiro puxa a pena e o perdão policial. Vence a emoção, cala a razão, mas será sempre assim? Prejudicada quase a prova de Pierre George. Caro professor, se tu soubesses o quanto é duro nascer no Nordeste Brasileiro. Inventam os gregos a tragédia que o nordeste vive agora. Sant´Esquilo. São Sófocles. Sant´Eurípedes.  Orai por nós que recorremos a vós. Não. Sê firme. E viverás. El Carmo.






Escrito por El Carmo às 08h41
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UTILIDADE PÚBLICA

 

Furtado em João Amaro, distrito de Iaçu-Ba., o veículo de marca Chevrolet D-20,  Ano 1986, Azul, carroceria de madeira, PLACA JNF-9135-IAÇU-BA., CHASSI 7334215762.

Solicita-se de quem souber do paradeiro entrar em contacto com este blog ou com os seguintes endereços eletrônicos (e-mail):    

el.carmo@uol.com.br

el.carmo@hotmail.com.



Escrito por El Carmo às 12h17
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UM BASTA À MATANÇA POLICIAL

Pode a polícia atirar em alguém que foge? Não. Não pode. A Constituição Federal em seu art. 5º, inc.LV, garante ao individuo o contraditório e a  ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes. A fuga é uma forma de defesa. Logo, quando a polícia atira em alguem por que fugiu está, em realidade, tolhindo do individuo o seu direito de defesa. Como deve fazer a polícia para garantir a prisão? Uitilizar de outros meios para recapturá-lo e nunca atirar ou matar. Logo, se você  teve um amigo ou parente, ou conhece alguém, ferido ou morto pela polícia, aconselhe-a a procurar um advogado para entrar com uma ação de Indenização contra o Estado pelo ferimento ou morte. Se ele morreu, seus filhos,  seu pai ou mãe, e na falta destes seus avós e irmãos podem entrar na Justiça para receber indenização pela morte da pessoa. Isto é válido, até mesmo para as pessoas que cometem crimes, por que o Estado não tem o direito de matar ninguém. Além de tudo, o Estado tem a obrigação de dar segurança ao indivíduo e nunca o direito de matar. A vida é o maior bem que o indívíduo tem. Se a Constituição Federal e as leis garantem outros bens do indivíduo, como a propriedade, a dignidade humana, a inviolabilidade de domícilio e de correspondência, como admitir que se tire impunemente do homem o seu maior bem que é a vida?  A Constituição Federal ainda  em seu art. 5º caput. Garante a inviolabilidade  do direito à vida, consequentemente,  se o Estado tem a obrigação de garantir a vida às pessoas, não pode matar, por que seria um contrasenso: Obrigação de garantir a vida e matar. O Sérgio Cabral, governador do Rio, nazi-fascista declarado, que vai à mídia incentivar a matança de pessoas pela polícia deve responder pelo crime capitulado no art.287 do Código Penal,  de apologia de crime ou crimonoso, e quiças, o do art. 288 do mesmo Código – quadrilha ou bando – porque se associa aos policiais para cometer crimes. Claro, tudo isto sem prejuízo da ação indneizatória contra o Estado. Entendo, neste particular que a ação deve ser intentada na Justiça Federal por que a Constituição Federal atribui ao Estado Nacional a obrigação de garantir a vida ao indivíduo, respondendo também o Estado Federado, por que tem, por força da Constituição e delegação tácita da União, também a obrigação de garantir a vida através de suas forças policiais.  Vamos conscientizar as pessoas para buscarem seus direitos e assim dar um paradeiro à matança generelizada praticada pela polícia.

 

 



Escrito por El Carmo às 09h44
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A COMÉDIA DOS ERROS

O gênio da dramaturgia mundial William Shakespeare escreveu em 1594 seu primeiro trabalho: A Comédia dos Erros que traz à baila uma série de erros provocadas pelo confusão de dois pares de gêmeos. Desde aquela época se passou a relembrar aquele título para dar significado às mais diversas atrapalhadas. Pois bem, o “afaire” (embora em francês seja feminino, prefiro a forma masculina porque soa melhor no português) Satiagraha se revelou uma autêntica comedia de erros, por que errou a polícia, errou o juiz e por fim, errou o Ministro Gilmar Mendes. Mas tudo se explica, neste país onde as pessoas se orgulham em dizer que as leis são feitas para serem transgredidas, nada mais comun que uma transgressão. Isto porém, depõe contra o nosso objetivo de construir um Estado  Democrático de Direito. Erra polícia quando no afã de atrair para si os holofotes vaza informações para a imprensa e esta expõe o investigado a situações de vexame e opróbrio público. É visível a intenção da polícia em expor os investigados à execração pública, principalmente com o emprego de algemas. Isto não é legal, nem justo. Se admitirmos isto estamos a admitir que a polícia faça conosco o que bem entender. Estamos caminhando para um Estado Policialesco onde o cidadão estará sendo vigiado 24 horas por dia, quando nós sabemos que não ninguém para vigiar a polícia. As interceptações telefônicas inicialmente autorizadas pelo juiz se desdobram fazendo uma varredura atingindo Deus e o Diabo igualando-os através de ilações nem sempre coerentes. Direitos fundamentais do homem são jogados na sarjeta, por que o que importa é a investigação, como se o homem, célula principal e única da sociedade, nada significasse, pois a lei que deveria estar a serviço do homem, este é que deve estar a serviço da lei. Escritórios de advogados são invadidos, direito do cidadão de se consultar em privado com seu advogado é esquecido e o sigilo profissional é revelado, numa autêntica infração ao Estatuto da OAB e ao direito de defesa do indivíduo. Não se  quer aqui defender o Daniel Dantas ou quem quer que seja, o que se quer é que as leis e sobretudo a Constituição Federal sejam respeitadas.



Escrito por El Carmo às 18h48
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LIVRO LIVRE - LIVRO ACHADO

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM BOOKCROSSING?

 

Em realidade é um clube de leitura, um clube de livros, um clube de amantes da leitura, uma espécie de biblioteca global, permanente e ambulante. Este clube é sui generis e funciona de maneira totalmente grátis e pretende atingir o mundo inteiro. Consiste em você deixar aleatoriamente um livro em algum lugar, como que você estivesse esquecido para permitir que outra pessoa o encontre, pegue-o, leia-o e depois faz o mesmo processo, deixando o livro em outro lugar para um terceiro pegar.

 

Esta campanha, é talvez, a mais efetiva campanha já iniciada com o objetivo de incentivar a leitura no mundo. Com ela poder-se-á converter o mundo inteiro em uma biblioteca. É a total democratização do conhecimento e da cultura. Livros do mundo todo poderão chegar às suas mãos, e voltar a correr mundo.

É A CAMPANHA DO LIVRO LIVRE, DO LIVRO ANDANTE, DA BIBLIOTECA AMBULANTE.

 

Esta campanha possui um sítio na rede (site na net) em inglês, que poderá ser acessado por qualquer um tendo já versão em várias línguas, inclusive em português. Vale a pena conferir o sítio: www.bookcrossing.com

 

Neste sitio que conta atualmente com 684.685 membros e 4.867.390 livros registrados, você poderá encontrar críticas, comentários, resenhas e recomendações de livros, porque cada um que ler o livro poderá anotar, neste sítio, suas experiências com o livro e com a leitura.

 

É interessante notar que as pesquisas mostram que muita gente compra livros depois de ter lido as críticas, comentários ou resenhas publicadas no sítio.

  

Existe só uma regra para seguir neste clube inusitado que consiste em três passos fáceis de fazer:

 

Ler – Qualquer livro encontrado, ou que já seja seu e  você pretende “esquecer”.

 

Registrar – Para registrar você faz no BCID (Bookcrossing identification) Identificação no Bookcrossing, e coloca uma etiqueta no livro com o respectivo número BCID.

Liberar – a liberação pode ser feita dando-se o livro a um amigo, deixar em um banco de jardim, “esquecer” num bar, numa clínica, enfim em qualquer lugar onde alguém possa encontrá-lo.

 

Toda vez que o livro for encontrado e comentado será enviado para você um correitrônico (Correio eletrônico, termo criado por mim para substituir o inglês e-mail).

Você pode também colocar no sítio o local onde foi “esquecido” o livro para que alguém possa encontrá-lo.

É muito interessante também acompanhar a caminhada do livro pelo mundo.

Faça seu registro no www.bookcrossing.com

 

LIVRO LIVRE

 

COMECE AGORA A “ESQUECER” LIVROS



Escrito por El Carmo às 05h10
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Eleições nos Estados Unidos

As eleições nos Estados Unidos só deveriam nos interessar apenas para saber qual o inimigo a gente vai enfrentar no futuro. Eles são como a coca-cola: Tudo igual. Fabricados em série. Só os ingênuos, os ignorantes que não lêem a história, os puxa-sacos que mendigam migalhas, os traidores que vendem a pátria acreditam numa suposta humanidade daqueles vendilhões do templo, que, com uma bíblia numa mão e o fusil em outra, saqueiam o mundo, e, depois se apresentam como salvadores da humanidade distribuindo esmolas, que nem de longe alcançam o valor do que já roubaram. Há de se lutar para vencer esta mediocridade e este medo. Fazer ver aos países emergentes que se unindo venceremos este monstro, assim como Roma destruiu um dia a poderosa Cartago. Delenda America.

http://el-carmo.sosblog.fr.

http://elcarmo.wordpress.com

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Escrito por El Carmo às 01h14
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Judeus no Irão

 

O financial Times publicou no dia 31.05.2008 uma artigo de Anna Fifield que, embora tenha certa tendenciosidade no seu título, mostra de qualquer forma que os judeus são respeitados naquele país, contrariamente ao que se pensa.  

 

Segundo informa existe cerca de 25.000 judeus no Irão, metade deles morando em Teerã, que tem 20 sinagogas, seis escolas judias, restaurantes e açougues kosher, uma biblioteca judaica com mais de 20.000 livros e um cemitério judeu.

Contrariamente ao que se pensa, não piorou a vida depois que Ahmadinejad assumiu a presidência.

 

Esta é aliás, uma regra nos países mulçumanos, onde os judeus sempre viveram em paz, ao contrário do ocidente. O próprio Aiatolá Ruhollah Khomeini promulgou uma Fatwa (espécie de decreto) ordenando a proteção dos judeus.

 

Siamak Mer-Sedegh, diretor do hospital judeu no Sul de Teerã e representante judeu no parlamento iraniano diz:

 

"Nossa nacionalidade é iraniana; nossa religião é judaica. Não é o caso de ser uma coisa ou outra”


"Falamos persa, pensamos em persa -apenas rezamos em hebraico".

 

Diz, ainda Mer-Sedegh, que o presidente Ahmadinejad.
é anti-sionista e não anti-semita e que ele próprio concorda com algumas opiniões  de Ahmadinejad.

 

"Faço oposição direta ao comportamento desumano do governo israelense". "Muitas das coisas que Israel está fazendo – matando palestinos inocentes – não estão alinhadas com o ensinamento de Moisés”. Diz Siamak mer-Sedegh.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2008/05/31/ult579u2478.jhtm



Escrito por El Carmo às 10h25
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A CSS, A CPMF E O AUMENTO DO IMPOSTO SOBRE O FUMO E BEBIDAS.

Toda a sociedade sentiu os efeitos dos cortes no orçamento em razão da queda da CPMF. A manobra feita pelos congressistas da oposição para derrubar a CPMF foi uma manobra para enfraquecer o governo, mas  sobretudo, e  principalmente, para proteger os sonegadores fiscais, dos quais muitos deputados e senadores são reféns, financiados que são por eles, sonegadores.Logo Deve voltar a  CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) seja com o nome de CSS (Contribuição Social da Saúde), ou seja lá com qualquer outro nome que se lhe dê, porque esta é a única maneira de se impedir a sonegação fiscal, já que toda outra taxação pode ser facilmente burlada para se sonegar impostos. Da mesma maneira, deve ser aumentada a alíquota do imposto sobre cigarros e bebidas. Esta é uma medida tomada por todos os países civilizados. A isenção, esta sim, deve beneficiar todo trabalhador, seja ele celetista ou servidor público, bem como aposentados e pensionistas de qualquer natureza. Não é humano, nem justo que o trabalhador ou os aposentados e pensionistas tenham de arcar com este ônus, quando são os mais prejudicados em tudo o que acontece no País.  O teto dos isentos deve, outrossim, subir para atingir somente os que ganham ou percebem acima de 10 salários mínimos.
LUTEMOS ENTÃO PELA VOLTA DA TAXAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA.


Escrito por El Carmo às 00h00
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o que significa isto?

 

Trechos de entrevista concedida por Mustafá Barghouti,  nascido em 1954 em Jerusalém,  médico, formado nas universidades de Moscou, Jerusalém e Stanford e  lider da Iniciativa Nacional Palestina a Ignácio Ramonet  publicada no Le Monde Diplomatique. Ele propõe, contra a ocupação de seu país por Israel, uma luta de massas e não-violenta.

 

“não se compreende a evolução de Israel, se não se analisa a evolução do aparato militar. No começo, entre 1920 e 1948, quando a Palestina era administrada pela Grã-Bretanha, havia a Hagana, a organização militar clandestina judaica que obteve as primeiras vitórias – mediante atentados – contra os britânicos; e o grupo Stern, que aterrorizava os palestinos. Naquele momento, eram civis em funções militares. Depois, outras organizações armadas, como o Irgun, fundiram-se com as duas primeiras, para constituir o exército israelense. O exército profissionalizou-se; mas, pouco a pouco, os civis deixaram de comandar os militares. A situação inverteu-se. E os generais começaram a comandar a sociedade israelense.”

“A Palestina não tem exército, nem soberania, nem controle sobre as fronteiras. Mesmo assim, exigem que garanta a segurança dos israelenses; em especial, a segurança de colonos que, como o nome diz, colonizam terras palestinas, confiscadas aos palestinos, que foram expulsos, manu militari, de suas propriedades.”

“Tomemos o exemplo da água, que é bem escasso e precioso nesta região semi-árida. Se se consideram as fronteiras de 1967, a Cisjordânia pode contar com, em média, 936 milhões de metros cúbicos de água. Mas só 132 milhões estão concretamente acessíveis aos palestinos. O restante, 804 milhões de metros cúbicos, são reservados aos colonos israelenses. Isto significa que um palestino só pode usar, por ano, 50 metros cúbicos de água para todas as necessidades da vida: para beber, lavar-se, cozinhar, para a agricultura, a indústria etc. Por outro lado, cada colono ilegal tem garantidos, por ano, 2.400 metros cúbicos de água, 48 vezes mais! É um escândalo.

Ironia cruel é que, além do mais, são os palestinos que, essencialmente, financiam esta água. Cada palestino paga 5 shekels [cerca de 1 euro] por unidade de água, quando, pela mesma unidade, um colono paga menos da metade deste preço”.

“Sim. Acontece o mesmo, também, em matéria de energia. Ao longo dos últimos anos, as autoridades israelenses destruíram a única empresa que produzia energia elétrica na Cisjordânia. Começaram por proibir que a empresa comprasse novos geradores. Depois, obrigaram-na a fornecer energia aos colonos por preço reduzido. Resultado: a empresa perdeu condições de continuar a produzir eletricidade e ficou obrigada a comprar a eletricidade vendida em Israel. Conseqüência disto é que, hoje, a Cisjordânia importa de Israel toda a energia que consome. Também neste caso a energia é vendida aos palestinos por preço duas vezes superior ao cobrado dos colonos. Os colonos pagam, por unidade de energia elétrica, apenas 6,3 shekels; pela mesma unidade, os palestinos pagam 13 shekels.

Assim, os palestinos contribuem para financiar a própria colonização. O que é ainda mais injusto, porque há diferença abissal entre a riqueza de Israel e a miséria dos palestinos. Há quatro anos, a renda anual média por habitante, na Palestina, equivalia a 1.600 dólares (cerca de 1.000 euros). Hoje, não passa de 800 dólares. A renda anual média por habitante, em Israel, já chega a 24 mil dólares. É 36 vezes maior!

Apesar desta enorme disparidade, os palestinos são obrigados a importar de Israel a maior parte dos produtos que consomem. Ao preço de mercado, fixado conforme o padrão de vida israelense. Em resumo, temos de viver com produtos tão caros quanto em Israel. E nossa renda é 36 vezes menor...”

19.05.208 

 

 



Escrito por El Carmo às 23h52
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O jornal El Pais da Espanha, publicou esta matéria que reproduzo aqui, não para difundir o ódio, mas que tomemos consciência do que é o mundo: Cada qual tire suas conclusões.

16/05/2008
Palestinos exilados revelam o outro lado dos 60 anos de Israel
Dezenas de manifestações na Cisjordânia, Gaza, Síria, Jordânia e Líbano, para comemorar a Nakba (Catástrofe), a outra face do aniversário israelense

Juan Miguel Muñoz

Em Beirute

"Como vamos esquecer, se Israel nos lembra nossa história com suas matanças de cada dia?" Omar Suleiman Turk, 62 anos, nascido em Haifa e expulso para o Líbano em 1948 ainda bebê, junto com seus pais e uma irmã, faz um resumo superficial de sua vida miserável no campo de refugiados de Chatila, em Beirute: "Nunca conheci vários de meus irmãos maiores. Creio que um deles vive no Egito. Sei que outro morreu lutando com o exército jordaniano. Dos outros, não sei nada", comenta. Não é uma história excepcional. É fácil escutar narrativas dramáticas em qualquer dos países árabes que cercam Israel, onde na quinta-feira os palestinos comemoraram a Nakba, a "Catástrofe": o desterro maciço de mais de 700 mil pessoas de sua terra na antiga Palestina e depois no recém-fundado Estado de Israel.

Hoje são 4,5 milhões de refugiados que, divididos como sempre, saíram às ruas em dezenas de manifestações na Cisjordânia, Gaza, várias cidades da Síria, Jordânia e Líbano. Chaves que simbolizam as casas das quais foram expulsos, milhares de bolas pretas -uma para cada dia transcorrido desde 15 de maio de 1948-, sirenes e discursos moderados e incendiários salpicaram os atos em memória de sua tragédia, enquanto o presidente dos EUA, George W. Bush, falava no Parlamento israelense sobre o "terrorismo e a maldade".

"Passaram 60 anos. Já é hora de acabar com o desastre do povo palestino", declarou o presidente palestino, Mahmud Abbas, que negocia com o Executivo israelense um acordo de paz emperrado. Os dirigentes do Hamas seguem outro caminho. "Não reconhecemos Israel. Não reconhecemos Israel", insistiu Mahmud Zahar, um dos líderes islâmicos em Gaza.

Seis décadas depois, o 1,5 milhão de habitantes de Gaza -ocupada pelo Egito até 1967- vivem hoje o assédio brutal de Israel, condenado pela totalidade das organizações de direitos humanos. A Cisjordânia sofre uma ocupação militar que transformou suas cidades e povoados em cárceres submetidas a um regime militar. A radicalização das jovens gerações é palpável. "Eu sou da OLP", afirma Omar Suleiman, o refugiado de Chatila, "mas a maioria dos jovens segue o Hamas ou a Jihad Islâmica."

Se os campos de refugiados palestinos da Cisjordânia e de Gaza são miseráveis, os do Líbano são autênticos "lixões". Chatila, cenário da chacina em setembro de 1982 que horrorizou o mundo, é um espanto. Ain el Helwe, vizinha a Sidon, cidade no sul do Líbano, também é um lugar repugnante. Provavelmente são os refugiados palestinos neste país que mais sofrem. Eles não têm o direito de exercer 73 profissões e, como acontece nos demais países árabes, também não adquirem a cidadania do país de acolhimento. Muitos deles por vontade própria, para resistir à tentação da assimilação.

Alguns milhares, fugidos depois da guerra de junho de 1967, nem sequer podem abandonar os campos porque não têm documentação. Dificilmente pode surgir moderação em semelhante ambiente: um amontoado de barracos fétidos, edifícios separados por ruas de um metro de largura e um desemprego assustador.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves



Escrito por El Carmo às 01h37
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HILLARY, A PUTA-MÓR DOS ESTADOS UNIDOS QUER RISCAR O IRÃO DO MAPA. AMERICANO? TUDO IGUAL, LOGO MORTE A ELES.



Escrito por El Carmo às 13h27
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o coordenador do curso de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Antônio Dantas, 69, disse que o baixo rendimento dos alunos da faculdade no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) se deve ao "baixo QI [quociente de inteligência] dos baianos".
ESTE ANTONIO DANTAS É UM PERFEITO IMBECIL

Escrito por El Carmo às 17h15
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Ontem fui ao médico, enquanto esperava me deu fome. Resolvi fazer um lanche. Pedi um pastel ao forno. Um cavalo, (juro que se soubesse o nome, diria aqui) espojou-se ao lado e pediu também um lanche. Quando vi, o cavalo estirou o braço por pegar um guardanapo, tocando, com   todo o braço, o meu pastel. O cavalo se limitou a pedir desculpas. Como eu não comia o meu lanche a moça que serviu perguntou se eu não comê-lo. Respondi, pedindo outro pastel. Pode colocar junto, perguntou. Não, disse. Ela trouxe o pastel que comia satisfeito, enquanto o cavalo saía furtivamente.  Diante da situação eu teria três alternativas: a – Dizer à moça que eu me arrependi e pedir outro tipo de lanche,  b – Brigar com o cavalo e obrigá-lo a pagar o pastel, c – Fazer o que fiz e deixar o mundo rolar. Que alternativa você tomaria?

 



Escrito por El Carmo às 14h55
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BARATAS, BARATAS, CADÊ O PODER PÚBLICO?

Ontem fui ao hipermercado Bom Preço do Iguatemi em Salvador da Bahia e me assombrei com a quantidade de baratas que circulavam pelas prateleiras, especialmente as de alimentos. As pessoas compravam sem se importar com elas. Já estão acostumadas com o desprezo das grandes empresas pelo consumidor e com o descaso do poder público com a saúde da população. Não é esta uma das causas das epidemias que assolam o país de vez em quando? Até quando a população vai continuar suportando isto? Daí uma diferença entre um Brasil resignado e o resto do mundo que não admite tal tipo de abuso. É preciso trazer gente de fora para dar uma lição de cidadania ao povo brasileiro.  



Escrito por El Carmo às 10h15
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