Blog do El Carmo


09/04/2012


SOBRE O CESSAR FOGO

A ONU não quer o cessar-fogo na Síria. Senão teria exigido dos rebeldes a deposição de armas. Quer um pretexto para invadir a Síria, como na Líbia. O Ocidente age assim. Desta vez não será diferente. A nosso modo, apoiamos esta carnificina.  O que está em jogo são os interesses comerciais e não a liberdade do povo sírio.

Escrito por El Carmo às 22h30
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13/11/2011


Mother Jones, avó do sindicalismo e alma do socialismo americano

Por raquel_

Do Diplomatique-Le Monde

Mother Jones, mãe do sindicalismo norte-americano 

Hoje, Mother Jones parece ter caído no esquecimento. Mas, no início do século XX, ela foi uma das mulheres mais célebres dos Estados Unidos, simbolizando o vigor 0do movimento operário numa época em que ainda havia um Partido Socialista no país, pelo qual se apresentavam candidatos respeitados

 por Elliot J. Corn 

(Mother Jones / 1837 - 1930)

ente de aplausos eclodiu e se transformou em tumulto quando uma pequena mulher avançou em direção à tribuna. Com o rosto marcado pela idade, poderia ser a avó de qualquer um; porém, tratava-se da avó de centenas de milhares de mineradores... Ao escutá-la falar, compreende-se sua influência sobre essas hordas poliglotas. Ela tinha a força, o espírito e, sobretudo, a chama da indignação. Ela era o furor divino encarnado.”

 

É assim que o escritor Upton Sinclair, célebre por seu romance sobre os abatedouros de Chicago (The Jungle), descreve Mother Jones. E acrescenta: “Ela contava histórias sem fim de aventuras; das greves lideradas por ela; de seus discursos; das reuniões com os presidentes, governadores e chefes industriais; da prisão e dos campos de prisioneiros. Ela havia percorrido todo o país e, onde estivesse, o fogo do protesto se propagava no coração dos homens. Sua história é uma verdadeira odisseia de revolta”.1As palavras de Sinclair são rigorosamente exatas. Durante 25 anos, essa senhora não teve residência fixa; uma vez, diante do Congresso, explicou: “Da mesma forma que meus sapatos, meu endereço me segue por onde eu for”.

Entre os 60 e os 80 anos, Mother Jones renunciou aos amigos, à família e a seus bens para viver na estrada, com seu povo, e seguir o caminho que as lutas definissem. Esse engajamento indefectível ao lado dos trabalhadores forjou um sentimento de identificação entre os operários: além de ativista sindical ou militante política socialista, ela era considerada a “mãe” dos norte-americanos explorados.

Ao se inteirar de que Mother Jones havia sido detida novamente, um operário da Virgínia Ocidental se dirigiu ao ministro do Trabalho: “Já empunhei minha pistola três vezes durante as guerras industriais deste país e juro diante do Eterno que, se acontecer qualquer coisa com a velha Mãe, não estou nem velho nem frouxo para empunhá-la outra vez”. E A. van Tassel, trabalhador de Ohio, suplicou ao presidente Woodrow Wilson que libertasse o “anjo dos oprimidos”: “Essa bela heroína do movimento operário não cometeu nenhum crime, mas ela é assassinada lentamente ao ser punida cada vez mais por lutar, por agir, por defender a educação e para que os trabalhadores ganhem consciência de sua verdadeira posição na sociedade”, escreveu.2

Há muitos mitos ao redor de Mother Jones – e ela mesma contribuiu para a construção de alguns deles. Ela se apresentava como mais velha do que era, com o objetivo de aumentar seu caráter respeitável. Por exemplo, em sua autobiografia publicada em 1925, ela afirma ter nascido em 1° de maio de 1830, dia da festa dos trabalhadores. Mary Harris – seu verdadeiro nome – veio ao mundo de fato em agosto de 1837, em Cork, Irlanda. Durante a juventude, enfrentou a Grande Fome (1845-1849), o que obrigou sua família a migrar para a América do Norte – mais precisamente para Toronto, onde seu pai encontrou um trabalho de ferroviário e Mary aprendeu os ofícios de costureira e professora. Na maioridade, deixou a família e se instalou em Michigan para lecionar. Em seguida, foi para Chicago, antes de mudar-se para Memphis (Tennessee), onde se casou com um caldeireiro sindicalista, George Jones. Dessa união, nasceram quatro filhos, que faleceram junto com o marido, em 1867, durante uma epidemia de febre amarela. Mary entendeu o episódio como uma injustiça social: “As vítimas foram principalmente os pobres e os trabalhadores. Os ricos puderam deixar a cidade ou mudar-se para longe”, constatou.

Viúva, retornou a Chicago, onde trabalhou como costureira durante vinte anos. Nesse período, conheceu militantes políticos e líderes sindicais. A cidade figurava naquele momento como uma das mais radicais dos Estados Unidos, e foi em suas ruas fervilhantes que Mary descobriu seu talento de oradora e sua capacidade de mobilizar multidões.

 

A invenção de Mary

A dama decidiu então multiplicar seus engajamentos militantes com a organização de cursos de educação política para os trabalhadores sindicalistas, a participação na marcha de desempregados a Washington em 1894, a coordenação da ação de mineradores de antracito na Pensilvânia, entre outras iniciativas. Seu ato mais importante, porém, foi inventar a “Mother Jones”. Mary Harris era uma imigrante irlandesa pobre que fugiu da fome; Mary Jones, esposa de um operário, mãe de família e viúva, vivia na pobreza em Chicago; “Mother Jones” seria a “velha Mãe” da classe operária norte-americana.

Esses novos hábitos a transformaram. A nativa de Cork se recusava a ser chamada de Mary e assinava seu novo nome em todas as cartas. Mesmo os homens de negócios e os presidentes dos Estados Unidos a chamavam dessa forma. Atrás de seus velhos vestidos negros e de sua imagem de mulher virtuosa e sábia, Mother Jones dissimulava um vigor físico e oratório incrível. Percorria estradas para participar de encontros políticos, dar assistência e proferir discursos que denunciavam as leis sem limites do mercado; também ridicularizava os ricos para que o povo tomasse consciência de sua própria força e da injustiça de sua condição.

Ela se opunha ao direito de voto das mulheres − considerava-o uma mera distração burguesa − e acreditava que a atenção dispensada às questões eleitorais apenas desviava os trabalhadores dos problemas econômicos: “Os sindicatos devem mobilizar suas mulheres para os problemas da indústria. A política não é apenas empregada da indústria. Os plutocratas ocuparam suas mulheres: eles as ocupam com o voto e com a caridade”,3explica Mother Jones em sua autobiografia.

A “mulher mais perigosa da América”, segundo as palavras de um procurador da Virgínia Ocidental, resistia à polícia, aos detetives particulares, ao Exército; desafiava abertamente as ordens dos juízes, desmoralizava governadores, atacava homens de negócios. E pagou por suas audácias com muitas temporadas na prisão. Assim que saía, Mother Jones reincidia: incentivava operários a se sindicalizar e a interromper o trabalho, além de organizar manifestações com suas esposas que, munidas de vassouras e esponjas, impediam os fura-greves de penetrar nas minas. Mother Jones também colaborou com os revolucionários mexicanos instalados nos Estados Unidos, os prisioneiros políticos da Califórnia e os siderúrgicos do Centro-Oeste do país.

Entre 1890 e 1910, essa figura do movimento operário se engajou em centenas de greves – algumas particularmente violentas –, principalmente ao lado do Sindicato dos Mineiros (United Mine Workers): greve dos mineiros de cobre de Calumet, dos cervejeiros de Milwaukee, dos trabalhadores têxteis de Chicago, entre outras. Também organizou, em 1903, na Filadélfia, uma das primeiras manifestações contra o trabalho infantil; participou da fundação do Partido Socialista dos Estados Unidos em 1901 e do sindicato radical Industrial Workers of the World (IWW), em 1905.

No início do século XX, os trabalhadores norte-americanos conheceram tempos difíceis; o carvão ainda era o principal combustível e o trabalho nas minas ocupava 750 mil homens. Esses mineradores recebiam cerca de US$ 400 por ano, muitas vezes em moeda privada timbrada pela empresa, o que os forçava a viver nas vilas fundadas pelo empregador e, portanto, submetidas a seu controle. Os 500 mil siderúrgicos trabalhavam doze horas por dia, seis dias por semana. Milhões de mulheres e crianças se esgotavam nas usinas e ateliês de costura por alguns centavos.

 

Radicalidade apurada

Mother Jones alertava para essas condições dramáticas de existência. Em 1901, naInternational Socialist Review, ela descreveu, por exemplo, a vida numa fábrica de algodão: “Crianças de 6 ou 7 anos eram arrancadas da cama às 4h30 da manhã pelo apito do feitor. O café da manhã era singelo: café preto, um pedaço de pão mergulhado no óleo de algodão no lugar de manteiga. Em seguida, esse exército de servos – tanto os grandes como os pequenos – marchava até os muros da indústria, onde começavam a jornada às 5h30 em meio ao barulho ensurdecedor das máquinas que golpeavam essas jovens vidas durante catorze horas todos os dias”. No fim da descrição, uma constatação: “Fora a queda completa do sistema capitalista, não vejo solução possível. E acredito que um pai que vota pela perpetuação do capitalismo é tão mortal quanto se empunhasse uma pistola e assassinasse os próprios filhos”.4

Mother Jones pertence a uma época que viu nascer o socialismo de Eugene Debs e Big Bill Haywood, fundador do IWW; o anarquismo de Emma Goldman; a luta pela libertação de W. E. B. du Bois, o popular jornalista radical de Julius Wayland, editor da publicação socialistaApelo à razão. Perante o peso esmagador das empresas privadas nos Estados Unidos, as ideias desses militantes continuam atuais: mobilizar os norte-americanos por meio dos sindicatos e dos partidos políticos, passando pela rebelião aberta.

É nesse contexto de efervescência social e política que Mother Jones se engajou arduamente na “guerra dos mineradores” da Virgínia Ocidental de 1912-1913 – confronto que deixou pelo menos cinquenta mortos.5Alguns anos mais tarde, no fim da Grande Guerra, sua saúde começou a declinar, assim como suas proezas oratórias. Ela se dedicou então a escrever sua autobiografia. No dia 1° de maio de 1930, seus numerosos simpatizantes acreditaram festejar o centésimo aniversário de Mother Jones – que tinha, na realidade, 93 anos. Seis meses depois, ela faleceu.

Seus amigos a enterraram no cemitério do Sindicato dos Mineradores em Illinois, ao lado dos “militantes valentes” caídos pela causa dos trabalhadores. Milhares de pessoas se reuniram no local para escutar a oração fúnebre do reverendo John Maguire, e outras dezenas de milhares seguiram a transmissão da cerimônia pela WCKL, a rádio operária de Chicago: “Hoje, em suas magníficas mesas de mogno, bem protegidos em capitais longínquas, os proprietários de minas e os capitalistas suspiram aliviados. Hoje, nas planícies de Illinois, nas colinas e vales da Pensilvânia e da Virgínia, na Califórnia, Colorado e Colúmbia Britânica, homens fortes e mulheres esgotadas pelo trabalho derramam lágrimas amargas. A razão é a mesma: Mother Jones está morta”.6

Elliot J. Corn

Professor de história na Universidade Brown e autor de "Mother JOnes: the most dangerous woman in America ( Mother Jones: a mulher mais perigosa da América), Wang and Hill, Nova York, 2001.

Ilustração: Corbis / Latinstock

1 Upton Sinclair. The coal war [A guerra do carvão]. Boulder: Colorado Associated University Press, 1976.
2 Para encontrar essas diversas cartas, cf. “General records of the department labor, 1907-1942” [Registro geral do Departamento do Trabalho], Arquivo de Chief Clerk, grupo 174, caixa 24, 16/13, e
“Conditions of coal fields in West Virginia” [Condições dos campos de carvão no Oeste da Virgínia], Administração de Arquivos e Registros Nacionais.
3 Mother Jones. The Autobiography of Mother Jones [A autobiografia de  Mother Jones]. Chicago: Charles Kerr, 1925.
4 Mother Jones. Civilization in Southern mills [Civilização nas fábricas do Sul]. International Socialist Review, Chicago, mar. 1901.
5 David A. Corbin. Life, Work, and Rebellion in the Coal Fields: The Southern West Virginia Miners, 1880-1922 [Vida, trabalho e rebelião nos campos de carvão: os mineradores do sudoeste da Virgínia]. Urbana:
University of Illinois Press, 1981.
6 Reverendo John Maguire, Panegyric to Mother Jones [Panegírico a Mother Jones], tirado do boletim semanal da Federação do Trabalho do estado de Illinois, n.16 (37), 1930

Retirado do http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mother-jones-avo-do-sindicalismo-e-alma-do-socialismo-americano

Escrito por El Carmo às 09h03
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28/10/2011


MERCENÁRIO

O sd. João Dias Ferreira está a serviço de quem, mesmo?

Escrito por El Carmo às 11h30
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22/05/2011


DEMOCRACIA

Ainda há gente que acredita em estórias da Carochinha. Não há sinceridade. Basta ver o terror que é espalhado no mundo, sob o manto da democracia. Não há uma democracia real, onde governantes se deixam dominar por estrangeiros. Prega-se uma democracia de  conveniência. Qualquer solução de crise, vinda de fora do é uma imposição, um atentado à soberania, condenado pelo direito internacional. O aassassinato de Bin Laden é um ato de democracia? A prisão de Guantanamo é um ato de democracia? A matança de pessoas na fronteira do México é um ato de democracia? Não há democracia onde cada juiz, cada promotor, cada xerife faz sua lei, onde a Constituição não prevê a presunção de inocência. Pode-se pregar a democracia, assim?

Escrito por El Carmo às 10h54
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03/05/2011


ASSASSINATO DE BIN LADEN

Bin Laden cometeu crimes, é verdade. Mas seus crimes não autorizam Barack Obama ser, ao mesmo tempo, policia, promotor, e julgador e executor da pena de morte. Barbaridade desta forma só se admitia na sociedades ditas bárbaras. O mundo deve exgir o julgamento de Obama por infringir as normas do Direito Internacional. Se assim não for estaremos autorizando qualquer um fazer o mesmo conosco.

Escrito por El Carmo às 22h06
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19/10/2010


Mineros chilenos



Mineros chilenos aseguran que avisaron del riesgo y que no les dejaron salir

Publicado el 19 Octubre 2010 en Noticias, Política

chile-mineros-88881Los mineros que durante 70 días permanecieron atrapados a 700 metros de profundidaden la mina San José, en el norte de Chile, afirmaron que el pasado 5 de agosto avisaron del peligro tres horas antes del derrumbe que los sepultó y los ejecutivos de la empresa no les dejaron salir.

Así lo señaló hoy, en declaraciones a medios locales, el diputado Carlos Vilches, miembro de la Comisión que investiga el accidente en esa rama del Parlamento chileno, quien precisó que algunos de los trabajadores rescatados están dispuestos a ratificas esas palabras en esa instancia del Legislativo.

Vilches dijo que Juan Illanes, uno de los rescatados, le relató que en las horas previas al derrumbe, el pasado 5 de agosto, los trabajadores advirtieron de que los crujidos de roca en la mina San José eran más fuertes que de costumbre y pidieron volver a la superficie, lo que les fue negado por el gerente de operaciones de la explotación, Carlos Pinilla.

“Me señaló (Illanes) que a las 11.00 de la mañana empezaron a sentir ruidos muy fuertes. Pidieron salir y les negaron el permiso. Ellos (los mineros) piensan que hubo negligencia de los dueños y gerentes”, precisó el diputado.

(Con información de EFE)


URL del artículo : http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/10/19/mineros-chilenos-aseguran-que-avisaron-del-riesgo-y-que-no-les-dejaron-salir

Escrito por El Carmo às 20h58
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08/06/2010


Embargo comercial nada mais é do que genocídio. Vejam on que fizeram com Cuba. E se dizem cristãos estes senhores da morte.

Escrito por El Carmo às 20h58
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17/05/2010


FAZENDA EM BOA VISTA DO TUPIM

 

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Escrito por El Carmo às 12h18
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31/03/2010


DEMOCRACIA


Os Estados que “lutam”  pela “liberdade de Imprensa” mentem, sonegam informações e inventam informações falsas para dominar o mundo.  Matéria de Dave Lindorf no Rebelión e José Martí.

Mídia dos EUA bloqueia notícias sobre ajuda de Cuba ao Haiti

Nos críticos primeiros dias após o terremoto que abalou o Haiti apenas duas agências de notícias norte-americanas relataram a rápida resposta cubana para a crise. Uma delas foi a Fox News, que afirmou, erradamente, que os cubanos estavam ausentes da lista dos países caribenhos vizinhos que tinha prestado assistência.

Por Dave Lindorff, no Rebelión

O outro meio foi The Christian Science Monitor (uma respeitada agência de notícias que recentemente fechou sua edição impressa), que comunicou, corretamente, que Cuba enviou 30 médicos para o Haiti.

The Christian Science Monitor, num segundo artigo, citava a Laurence Korb, ex-subsecretário da Defesa e atualmente membro do Center for American Progress, que declarou que os EUA, que lideravam os esforços de ajuda no Haiti, deveriam "pensar em aproveitar os conhecimentos da vizinha Cuba". Assinalou também que “tem alguns dos melhores médicos do mundo – deveríamos tratar de enviá-los para o Haiti”.

No que se refere aos demais meios de comunicação dos EUA, simplesmente ignoraram a Cuba.

Na verdade, omitiram-se ao não informar que Cuba já tinha cerca de 400 médicos, paramédicos e outros profissionais de saúde enviados ao Haiti para ajudar no dia-a-dia das necessidades sanitárias do país mais pobre das Américas, e que esses profissionais foram os primeiros a responder ao desastre levantando um hospital, justamente ao lado do principal hospital de Porto Príncipe derrubado pelo terremoto, assim como um segundo hospital de campanha em outra parte da cidade.

Longe de "não fazer nada" depois do desastre, como afirma a propaganda direitista da Fox-TV, Cuba tem sido um dos países que reagiram de modo mais eficiente e crucial nesta crise, pois mesmo antes do terremoto já havia criado um infra-estrutura médica que foi capaz de se mobilizar rapidamente para começar imediatamente a tratar as vítimas.

Como era de se prever, a resposta de emergência norte-americana concentrou-se, principalmente, pelo menos em termos de pessoal e dinheiro, no envio da enormemente cara e ineficiente máquina militar – uma frota de aviões e um porta-aviões –, um fator que deve ser levado em conta ao examinar os 100 milhões de dólares que a administração Obama diz ter destinado para a ajuda de emergência ao Haiti.

Tendo em conta que o custo operacional de um porta-aviões, incluindo a tripulação, é de aproximadamente 2 milhões de dólares por dia, somente o envio de uma companhia a Porto Príncipe, durante duas semanas, vai consumir um quarto da anunciada ajuda norte-americana e, embora muitos dos soldados enviados certamente trabalharão na ajuda, distribuindo e custodiando suprimentos, a longa história de brutal controle militar/colonial do Haiti, inevitavelmente leva a temer que outros soldados tenham a missão de assegurar a sobrevivência e controle da elite de políticos haitianos parasitas pró-EUA.

Por outro lado, os EUA têm ignorado o dia-a-dia da permanente crise humanitária no Haiti, enquanto Cuba vem fazendo o trabalho de proporcionar atenção sanitária básica.

Não que fosse difícil encontrar cubanos em Porto Príncipe. Democracy Now! dispunha de um relatório, assim como o dispunha a revista Noticias de Cuba, com sede em Washington. O que acontece é que contar as boas ações de um país pobre e orgulhosamente comunista aos norte-americanos não é algo que os meios de comunicação corporativos daquele país estejam dispostos a fazer.

Fontes: http://www.rebelion.org/

            http://josemartirj.webnode.com

 

Escrito por El Carmo às 14h03
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26/02/2010


De Bell Marques a Nizan Guanaes

 

Pouco me interessa a briga entre Bell Marques e Nizan Guanaes. Não  sou amigo de nenhum dos dois, mas parece que ambos tem um pouco de razão, Nizan, talvez, um pouco mais. Se Bell for careca, não há nenhuma injúria em chamá-lo careca; Se é verdade, claro fica, que ele tenta enganar a massa, com suas touca e tranças, o que é um direito seu, mas não tira de ninguém o direito de dizer a verdade,  a de que realmente seja careca.

Há uma certa indignação, não só de Nizan, mas de muita gente quanto à manipulação do axé e do carnaval na Bahia. Qualquer pessoa tem o direito de criticar o axé que  pasteuriza o carnaval baiano tornando-o todo igual e sem nenhuma criatividade. Parece que foi isto o que quis dizer o Nizan Guanaes, como qualquer um de nós dizemos, sem ter a repercussão dada pela imprensa para o fato. Até se caracterizar suas afirmações como injúria, calunia e difamação há uma distância muito grande. Calunia não houve porque em nenhum momento Nizan Guanaes disse ter Bell Marques praticado um ato criminoso. Difamação também não houve, porque sendo  realmente careca, não há injúria nisto. O que poderia ser uma injúria seria o fato de dizer que Bell mente quando se apresenta como não sendo careca. Há aqui uma dúvida: É careca ou não o Bell? Se não é careca pode-se vislumbrar uma possível injúria, mas até aí, muita água vai correr.

 

 

Escrito por El Carmo às 15h13
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16/02/2010


De Escravos, Puxa-Sacos e outros Bichos

 

O carnaval na Bahia serve para nos mostrar que o negro aqui continua escravo. Quando ele esquece suas raízes para introduzir no seu canto palavras em inglês, ele não enriquecendo seu canto, mas rendendo homenagem ao povo que mais discriminou, mais escravizou o negro, e que representa  hoje toda a força do neo-colonialismo. É triste ver negros baianos rebolando-se e gritando palavras macaqueadas de seus algozes, como “rebolation” e outros bichos. Já dizia Bourdieu, em seus estudos, (A Reprodução(1970), A Distinção(1979), Sobre a Televisão(1996), Contrafogos(1998)  que a classe dominante impõe com a educação sua forma de agir e de pensar à classe dominada, de forma que esta acaba sem nenhum poder de crítica, cabando por ser ilusório falar em democracia posto que “não há democracia efetiva sem um verdadeiro poder crítico”. É o que se vê no dia a dia da sociedade brasileira. Fala-se à maneira do dominador, usa-se, sem cerimônia até com esnobismo, a linguagem do carrasco  e o que deveria ser motivo para reprovação da massa espoliada passa a ser chic e refinado. Assim vemos um carnaval totalmente desfigurado onde se ouve axé “music”, “rebolation” e outros bichos. É o escravo pedindo para ser torturado.

Escrito por El Carmo às 16h21
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13/02/2010


PEDOFILIA

 

Estou  de acordo com Tatau. A música Lobo Mau não só incentiva a pedofilia. Ela é um ato de pedofilia. Por que pedofilia não é só ter relações com crianças. Se assim fosse, não se poderia acusar de pedofilia a pessoas que pura e simplesmente tem em seu computador fotos de menores em poses de intenções sexuais.  Muita gente está sendo acusada de pedofilia por possuírem fotos de crianças e o que dizer de quem diz: “ vou te comer, vou te comer, vou te comer." Então isto não é pedofilia? E o que é? Como então acusar e condenar alguém por ter fotos de crianças e deixar solto quem expressamente fala “Vou te comer”? 

 

Escrito por El Carmo às 13h30
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30/01/2010


Extradição de Polanski

                    O pedido de extradição do cineasta Roman Polanski feito pelos Estados Unidos tem cheiro de tudo menos de direito.

                    Com efeito, não parece ter fim um processo naquele país, o que atenta contra todas as regras de bom senso. Não prescreve nunca um processo nos Estados Unidos? Que regras seguem um juiz para julgar um processo? Apenas suas idiossincrasias? Em sua defesa na Corte de Apelação do 2º Distrito da California,  o advogado Chad Hummel havia apontado erros do juiz  na condução do processo. Não há informações de que tais erros  tenham sido realmente cometidos e se estes erros são capazes de tornar nulo o processo. O fato é que não se pode confiar muito na justiça americana que não segue uma jurisprudência definida, e julga cada caso ao sabor da moda, sob o império dos holofotes e de acordo com a fama da pessoa a ser julgada.

                   Por esta razão, nada mais justo que o mundo todo se levante contra o julgamento de Roman Polanski, e, sobretudo, contra o pedido de extradição do Estados Unidos, apelando-se para o espírito de Justiça que sempre se pautou a Suiça para que negue a extradição de Polanski.

                      

 

 

 

Escrito por El Carmo às 21h51
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22/11/2009


oficial asaltado

Ontem, por volta das 19 horas fui assaltado quando cumpria mandado na rua Santa Rita, Eucalipitos, em Simões Filho. No assalto, à mão armada, levaram o carro Ford Ka placa JPX-1916, dois celulares, e todos os mandados que se encontravam na mala do carro, pasta com todos os documentos: Rg., Carteira Funcional, inclusive o mandado que estava cumprindo – Claudia Souza Silva. Estou bem. Não me fizeram nada, apenas levaram tudo. Eram dois jovens. A rua estava movimentada e eu estava pedindo informações a uma senhora. Comigo estava uma pessoa de Simões Filho que se prontificara a me mostrar o endereço, já que não havia localizado em outro dia em que lá estive.

Escrito por El Carmo às 10h30
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14/07/2009


OFICIAIS DE JUSTIÇA FEDERAIS

CARGO E GAE: DIRETORIA E CONSELHO DE REPRESENTANTES REÚNEM EM BRASÍLIA  

 

Atendendo à convocatória de 4 de julho a Diretoria e Conselho de Representantes se reuniram  no Hotel Nacional em Brasília. Pauta: Discussão das propostas à revisão do Plano de Cargos e Salários apresentadas pela Comissão Interdisciplinar e pelos Diretores e Secretários Gerais de Tribunais Superiores e Conselhos.

As duas proposições causaram preocupação ao Oficialato. O imprescindível Cargo do Oficial de Justiça Avaliador Federal não consta em nenhuma delas, e na proposta dos Diretores Gerais o malefício é maior, pois além de não contemplar o cargo, visa a supressão da GAE – Gratificação de Atividades Externas, conquista histórica do Oficialato alcançada na Lei 11.416/2006 após intensa mobilização dos Oficiais.

A Fenassojaf, representante nacional das Associações de Oficiais de Justiça Avaliadores Federais entende que o momento é de extrema gravidade e impõe a união de toda a classe para manter o que já conquistamos e alcançar o que ainda falta para o resgate do Cargo.

Escrito por El Carmo às 11h09
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